O conceito de letramento mudou com o avanço rápido da tecnologia de comunicação eletrônica. Antes da era digital, o letramento era visto como uma ferramenta difícil de trabalhar, pois envolvia um conjunto de práticas, na qual o leitor ia adquirindo com leituras, escritas e interação com os processos de interpretação, envolvendo-se com as pessoas que os cerca de forma participativa, determinando ou diferenciando-o em uma sociedade letrada como afirma Soares, M (Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998) : "Indivíduos ou grupos sociais que dominam o uso da leitura e da escrita e, portanto, tem habilidades e atitudes necessárias para uma participação ativa e competente em situações em que as práticas de leitura e/ou de escrita tem uma função essencial, mantêm com os outros e com o mundo que os cerca formas de interação, atitudes [...] que lhes conferem um determinado e diferenciado estado ou condição de inserção em uma sociedade letrada".
Hoje, com a recente tecnologias de comunicação eletrônicas, a leitura e escrita digital está introduzindo um tipo de letramento que chamamos de letramento na cibercultura {cibercultura designa " o conjunto de técnicas(materiais e intelectuais) , de práticas, de atitudes, de modos de pensamentos e de valores que se desenvolvem juntamente com o acréscimo do ciberespaço (é um novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores) com afirma Lévy, P. no livro Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999,p.17 }.
A leitura e escrita digital traz ferramentas que enriquece e interage ativamente o leitor. No livro físico há uma relação tímida entre escritor e leitor, entre escritor e texto, entre leitor e texto. Nos equipamentos eletrônicos que possibilitam a leitura e escrita digital, a relação com o leitor e escritor é mais próxima, pois há interação entre eles. O leitor torna-se também um autor, O leitor pode inferir, alterar, acrescentar informações, pois o texto oferece várias alternativas de interpretações, e o acesso a textos diversos torna-o um autor leitor capacitado a interagir com o meio em que vive.
Quando criança ganhava coleções de literatura infantil de minha mãe, ela adora ler e sempre me incentivou. Me lembro que nós duas participavamos do circulo do livro com outras pessoas do bairro, ganhei um livro chamado " As aventuras do avião vermelho" adorei, eu o lia quase todos os dias. E não parei por ai, meu gosto pela literatura foi tanto que resolvi fazer letras.
ResponderExcluirEntre os tantos livros que li um me marcou profundamente "Meu pé de laranja lima", me emocionou, pois alguns dos episódios retratados no livro eram bem parecidos com as histórias que minha avó e minha mãe contavam.
Na escrita, um fato que jamais vou me esquecer, foi na quarta série, sempre gostei muito de escrever, adorava criar histórias, escrever cartas, ou mesmo, expor minhas opiniões por escrito. Tinha uma professora muito exigente, certa vez ela pediu que escrevêssemos uma história...Escrevi uma história de suspense misturado com comédia, foi um sucesso, minha professora adorou, mostrou as outras professoras e elas decidiram passar minha história na lousa para os alunos.
Posso, sem dúvida nenhuma, dizer que é essa experiência que quero passar para meus alunos e para minha filha, quero que eles tenham a oportunidade que eu tive. E que tenham recordações tão boas quanto as minhas.